sábado, 16 de outubro de 2010

Abençoando a exploração

Postado por Gary L. Francione em seu blog em 15 de outubro de 2010

Caros(as) colegas:
Se você promove o “onivorismo consciencioso” como a escolha “compassiva”, adivinhe o que vai acontecer. As pessoas vão continuar a comer produtos animais. Elas vão continuar participando diretamente da exploração animal e não vendo nada de errado nisso. Afinal de contas, os “especialistas”, os “caras dos direitos animais”, abençoaram seu consumo de produtos animais.
Se você promove o vegetarianismo como a escolha “compassiva”, você está dando sinal verde para as pessoas consumirem laticínios e outros produtos animais. Isso explica por que todos nós conhecemos muitos vegetarianos que nunca viraram veganos. Por que deveriam virar, se as pessoas que se dizem especialistas ficam lhes falando que eles cumpriram suas obrigações morais para com os animais sendo vegetarianos?
Se você considera os animais membros da comunidade moral, você para de consumi-los. Ponto final. Não é uma questão de exploração “feliz”; é uma questão de exploração nenhuma.
Se você não for vegano(a), torne-se vegano(a). É fácil, melhor para a sua saúde e o ambiente, e, mais importante, é a coisa moralmente certa a fazer.
Gary L. Francione
© 2010 Gary L. Francione
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Tradução: Regina Rheda

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sofrimento e morte “desnecessários”

Postado por Gary L. Francione em seu blog em 15 de outubro de 2010

Caros(as) colegas:
Todos concordamos que o sofrimento e a morte “desnecessários” de animais são moralmente errados. Se é que isso significa alguma coisa, deve significar que não podemos justificar o sofrimento e a morte dos animais por razões de prazer ou conveniência. Mas qual é a nossa melhor justificativa para impor sofrimento e morte aos 56 bilhões de animais (fora os peixes) que comemos anualmente?
Prazer. Conveniência.
Portanto, a única justificativa que temos é aquela sobre a qual concordamos que não pode ser suficiente. Isso é esquizofrenia moral.
Se você não for vegano(a), está participando diretamente da exploração animal. Ser vegano(a) é fácil, melhor para sua saúde e a maneira mais poderosa de você, como indivíduo, poder dizer “não” à exploração animal.
Se você for vegano(a), então eduque os outros sobre o veganismo.
Gary L. Francione
© 2010 Gary L. Francione
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 Tradução: Regina Rheda

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Abordagem abolicionista em francês: novo site espelho

Postado por Gary L. Francione em seu blog em 12 de outubro de 2010

Caros(as) colegas:
Marc Vincent, Meryl Pinque e Valéry Giroux criaram um site espelho em francês. Estou muito satisfeito: agora os defensores francófonos dos animais vão ter um site que é uma réplica exata do nosso site original.
Embora haja sites que regularmente apresentam traduções autorizadas dos textos do meu blog em espanhol, português e alemão, e embora o site em inglês ofereça nossos vídeos, o panfleto com a abordagem abolicionista e outros materiais em múltiplas línguas, este é nosso primeiro site espelho completo.
Obrigado a Marc, Meryl e Valéry.
E eu gostaria de acrescentar que, em qualquer língua que você falar, a verdade é a mesma:
Se você não for vegano(a), torne-se vegano(a). É muito fácil, melhor para a saúde e o planeta. E o mais importante de tudo é que é a coisa moralmente certa e justa a fazer.
Se você for vegano(a), então eduque os outros de um modo criativo e não violento.
Gary L. Francione
© 2010 Gary L. Francione
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Tradução: Regina Rheda

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Viva! vs. RSPCA... e não esqueçam o botão “doar”

Postado por Gary L. Francione em seu blog em 11 de outubro de 2010

Caros(as) colegas:
Como consequência de uma controvérsia na Grã-Bretanha sobre a venda de carne halal, que envolve sangria em vez de atordoamento, e do comentário feito pela organização neobem-estarista britânica Viva! de que os “consumidores podem fazer sua parte, boicotando os lugares que insistem em vender carne de animais não atordoados”, eu escrevi dois textos.
No primeiro texto, eu mostrei que o Viva!, além de embarcar na caravana islamofóbica guiada pela mídia reacionária, estava promovendo uma forma de abate de animais supostamente “mais feliz”, quando deveria estar promovendo a noção de que a única resposta coerente à preocupação moral com a exploração animal é parar completamente de comer, vestir e usar produtos animais, tornando-se vegano.
O Viva! respondeu e eu escrevi um segundo texto, onde observei que esse grupo faz uma distinção entre a carne e as outras comidas de origem animal e promove o vegetarianismo como uma escolha moralmente coerente, caracteriza o veganismo como difícil e “intimidador”, vende livros de culinária vegetariana com receitas não veganas e anuncia restaurantes/pousadas vegetarianos que servem laticínios. Em resumo, o Viva! promove a exploração animal do tipo “não carne”.
Bem, o Viva! acaba de fazer uma crítica à RSPCA, que patrocina o selo Freedom Food, alegando que a RSPCA não está monitorando as coisas de maneira adequada e os ovos “felizes” não são realmente “felizes”. Mas o Viva! não está nos dizendo nada de novo. Ficou claro, desde a origem do esquema Freedom Food, que ele não é nada mais do que um dispositivo de marketing para enriquecer a RSPCA e os produtores de carnes/produtos animais “felizes”, e que os animais sob o esquema Freedom Food são tão torturados quanto os animais cujo sofrimento e cuja morte não são abençoados pela RSPCA. Todavia, grupos bem-estaristas dos Estados Unidos, do Reino Unido e de outros países estão se atropelando num frenético esforço para formar novas parcerias com exploradores institucionais que envolverão ainda mais selos de “exploração feliz”.
De volta ao “Viva! vs. RSPCA”. Temos uma organização que apoia a exploração animal acusando uma outra organização de apoiar a exploração animal. Mal posso esperar até que o Viva! exiba algumas de suas celebridades não veganas dizendo a todos nós que os não veganos da RSPCA são menos “compassivos” do que os não veganos do Viva!. Talvez a PETA possa patrocinar uma luta livre “compassiva” na lama, de não veganas do Viva! em trajes sumários contra não veganas da RSPCA em trajes sumários. Qualquer coisa pelos animais.
Mas há sempre um lado bom nas coisas ruins. Sem dúvida, produtos animais “felizes” não são realmente felizes (a menos que, aparentemente, eles sejam servidos em um restaurante não vegano promovido pelo Viva!). Mas você pode ajudar. Bem à direita da crítica do Viva! à RSPCA está a solução: “Ajude-nos a salvar os animais. Doe ao Viva!” e há um espaço para preencher com uma quantia, e um botão “doar”.
Ah, sim, o refrão padrão de todos os grupos grandes: as coisas vão mal para os animais, mas podemos melhorá-las. Mande-nos dinheiro e resolveremos o problema. Nós vamos “salvar os animais”.
É claro que isso é uma fantasia. A única coisa que você vai salvar clicando o botão “doar” é o emprego das pessoas que trabalham para o Viva!. Há um modo de resolver o problema da exploração animal; há um modo de “salvar os animais”: desvie o paradigma para longe dos animais como bens econômicos que existem como recursos dos humanos e dirija-o para a visão de que os animais são membros da comunidade moral, são pessoas não humanas. Mas isso nunca vai acontecer – não pode jamais acontecer – enquanto os animais estiverem em nossos pratos, ou sobre nossos corpos ou em nossos pés. O paradigma nunca mudará na ausência de um forte movimento vegano ético.
Então você pode ajudar, mas não mandando dinheiro para alguém. Você não precisa de um grupo grande ou um botão “doar”. Essas empresas animais grandes não facilitam a mudança; ao contrário, são obstáculos à mudança.
Você só precisa da sua decisão de fazer a coisa certa e tornar-se vegano.
Não se engane: se você não for vegano, você está participando diretamente da exploração animal. Não há nenhuma distinção moralmente significativa entre a carne e os outros produtos animais. Há tanto sofrimento num copo de leite ou num pedaço de queijo servido em algum restaurante com exploração “feliz” promovido pelo Viva! quanto na carne vendida com o selo da exploração “feliz”. E todos os animais, sejam eles usados para carne ou laticínio ou o que for, e sejam os produtos promovidos como “felizes” ou não, terminam suas vidas em meio ao barulho e à sordidez do mesmo horrível matadouro.
Se você não for vegano, torne-se vegano. Apesar das proclamações negativas do Viva! e muitas outras empresas animais grandes de que o veganismo é difícil ou intimidador, o veganismo é muito fácil. E por mais difícil que você possa achar ser vegano, pense em como é difícil, para os animais, o fato de você não ser vegano.
O veganismo é melhor para a sua saúde e o planeta. E, mais importante ainda, é a coisa moralmente certa e justa a fazer. O veganismo ético é uma maneira poderosa de dizer “não” à exploração animal.
Se você for vegano, então eduque os outros sobre o veganismo. Seu próprio veganismo e seus esforços para se engajar na educação vegana não violenta criativa são as maneiras mais eficazes de ajudar.
Gary L. Francione
© 2010 Gary L. Francione
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Tradução: Regina Rheda

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Defesa eficaz dos direitos animais — em três passos fáceis

Postado por Gary L. Francione em seu blog em 5 de outubro de 2010

Caros(as) colegas:
Você quer ser um eficiente defensor dos direitos animais? É fácil. Eis aqui três passos simples:
Primeiro, torne-se vegano.
Se você considera os animais membros da comunidade moral — se você rejeita a noção de que os animais são coisas — você realmente não tem nenhuma escolha, a não ser parar de usar animais para comida, roupa e outros produtos ou finalidades.
Não dá para você rejeitar a escravidão animal enquanto você estiver participando diretamente da escravidão animal através do seu uso de animais não humanos como recursos dos humanos.
Tornar-se vegano é a coisa mais importante que você pode fazer a fim de ajudar os animais e expressar seu apoio à justiça para os animais não humanos. Tornar-se vegano é aplicar o princípio da abolição à sua própria vida. Tornar-se vegano é dizer “não” à exploração animal.
Não é uma questão de compaixão somente; é uma questão de justiça fundamental. A compaixão pode nos tocar emocionalmente, mas o veganismo é o mínimo que devemos aos animais, como uma simples questão de obrigação moral.
Tornar-se vegano é fácil; é melhor para a sua saúde e para o planeta. E, mais importante ainda, é melhor para o seu espírito porque é a coisa moralmente certa a fazer.
Segundo, pratique a educação vegana não violenta criativa.
Tente conversar sobre o veganismo com ao menos uma pessoa diferente por dia. Você vai descobrir que fazer isso é mais fácil do que você pensa, e que as pessoas são receptivas.
Não caia na armadilha bem-estarista de promover o vegetarianismo. Não há nenhuma diferença entre a carne e os outros produtos animais. Os animais usados para laticínios normalmente são mantidos vivos por mais tempo e tratados tão mal quanto (ou pior ainda do que) os animais usados para carne, e todos eles terminam no mesmo matadouro, de todo jeito. Não promova ovos “felizes” de aves livres de gaiolas, nem carne “feliz”, nem laticínios “felizes”. Tudo isso envolve exploração animal. Não deixe que ninguém venha lhe dizer que o público é idiota demais, ou insensível demais, para levar o veganismo a sério. Isso é uma propaganda elitista que permite que os grupos grandes de bem-estar animal vendam indulgências ao público fazendo as pessoas se sentirem melhor quanto à exploração animal.
Podemos reconhecer que as pessoas “chegarão lá em seu próprio ritmo”, mas nunca devemos aceitar que o “lá” seja menos do que o veganismo. Quem não estiver pronto para se tornar vegano dará qualquer passo provisório que escolher, mas pelo menos a mensagem de que o veganismo é a base moral deve ser clara como a água.
Terceiro, adote um animal sem lar.
Há milhões de animais que necessitam de lares. Nós temos obrigação de cuidar desses animais. Então ofereça um lar a quem você puder: cachorro, gato, peixe, coelho, tartaruga — ou uma vaca, cabra ou galinha — qualquer um.
Adotar é o melhor modo de você trazer amor à sua vida ao mesmo tempo em que faz a coisa certa pelos animais.
Aí está. Defesa dos direitos animais em três passos fáceis. Não requer grupos grandes, nem mulheres nuas dentro de jaulas, nem comercialização de moralidade, nem venda de passes morais.
Gary L. Francione
© 2010 Gary L. Francione
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Tradução: Regina Rheda

sábado, 2 de outubro de 2010

IndyMediaLive –Terça-feira, 5 de outubro

Postado por Gary L. Francione em seu blog em 30 de setembro de 2010

Caros(as) colegas:
Serei entrevistado no IndyMediaLive nesta terça-feira, 5 de outubro. O programa vai ao ar pela WRIR 97.3 FM de Richmond, Virgínia, das 12:30h às 13:00h (13:30h às 14:00h, horário de Brasília). A apresentadora é Rebecca Faris.
Estarei discutindo a abordagem abolicionista, o veganismo e a não violência. Espero que vocês tenham a oportunidade de ouvir o programa. Ele é transmitido via streaming e fica arquivado no site.
Se vocês não forem veganos(as), tornem-se veganos(as). É muito fácil, melhor para a saúde e o planeta. E o mais importante de tudo é que é a coisa moralmente certa e justa a fazer.
Se vocês forem veganos(as), então eduquem os outros de um modo criativo e não violento.
Gary L. Francione
© 2010 Gary L. Francione
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Tradução: Regina Rheda

Teoria abolicionista/vegana no Canadá

Postado por Gary L. Francione em seu blog em 29 de setembro de 2010

Caros(as) colegas:
Neste fim de semana estarei fazendo duas apresentações na área de Toronto.
Na sexta-feira, 1 de outubro, às 15:30h, estarei discutindo, como parte do evento University of Guelph Philosophy Department Speaker Series, a visão bem-estarista de que os animais não humanos têm um valor moral menor do que os humanos. Segundo os bem-estaristas, de Bentham até Singer e a maioria dos grupos grandes de bem-estar animal, os animais (com a possível exceção de alguns que são parecidos com os humanos, como os grandes símios não humanos) têm interesse em não sofrer mas não têm interesse em continuar a viver. A razão apresentada para justificar esse ponto de vista é que os animais não têm uma consciência de si à maneira dos humanos normais. Os bem-estaristas afirmam que a questão moral principal é o tratamento dado aos animais, e não o uso de animais. É esse pensamento que responde pelo movimento “flexitariano” e “carne feliz”.
Vou argumentar que as noções bem-estaristas sobre a cognição e a consciência de si dos animais são, elas mesmas, especistas, e tomam por resolvida a questão do igual valor moral de todos os seres sencientes e de se a condição dos animais não humanos como propriedade pode ser justificada.
A apresentação no Departamento de Filosofia é gratuita e aberta ao público.
No sábado, 2 de outubro, apresento um texto sobre direitos animais e os problemas com a condição dos animais como propriedade, e também sobre a não violência, num fórum anual de bem-estar animal na University of Guelph School of Veterinary Medicine (11th Annual Animal Welfare Forum).
Muitos defensores dos animais passam seu tempo conversando apenas com outros defensores que pensam de modo parecido com o deles. Isso não vai fazer a coisa avançar. Precisamos estar falando com as pessoas do público geral, inclusive aquelas que adotam uma abordagem bem-estarista mas rejeitam a perspectiva direitos/abolicionista, como os veterinários. No sábado, estarei me ocupando de pessoas comprometidas com o bem-estarismo, e espero pelo menos estimulá-las a pensarem sobre os limites práticos das reformas do bem-estar e os problemas morais do uso de animais (por mais “humanitário” que seja o modo de usá-los) em geral.
O evento na Veterinary School é gratuito, mas é melhor se registrar porque o espaço é limitado.
Se você não for vegano(a), torne-se vegano(a). É muito fácil, melhor para a saúde e o planeta. E o mais importante de tudo é que é a coisa moralmente certa e justa a fazer.
Se você for vegano(a), então eduque os outros de um modo criativo e não violento.
Gary L. Francione
© 2010 Gary L. Francione
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Tradução: Regina Rheda